Transtorno do espectro autista

Transtorno do Espectro Autista: entenda

De acordo com o DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades de interação social, comunicação e comportamentos repetitivos e restritos.

Porque o TEA não é doença?

Diferente do que pensa o senso comum, o Transtorno de Espectro Autista (TEA) não é uma doença, mas uma condição neurológica que afeta a comunicação e a interação social. 

O autismo faz parte do que chamamos de Transtorno do Espectro Autista (sigla TEA). Ou seja, não é uma doença. Para entender mais sobre a definição de doença, síndrome e transtorno, leia abaixo: 

Doença: toda alteração biológica do estado de saúde de um ser que se manifesta por um conjunto de sintomas percetíveis ou não. É também tudo aquilo que causa enfermidade, mal ou moléstia. 

Síndrome: provoca um conjunto de sinais e sintomas. Estes ocorrem ao mesmo tempo, e podem ter causas variadas, assemelhando-se a uma ou a várias doenças. Denominamos como síndrome condições que ainda não têm uma causa bem definida. 

Transtorno: já os transtornos são condições de ordem psicológica e/ou mental que geram comprometimento na vida normal de uma pessoa. 

Imagem de Terapia dos Pequenos 

Existem diferentes graus de autismo?

Conforme o DSM V, os graus de autismo variam de acordo com o grau de funcionalidade e dependência do paciente.

Assim, dividimos este transtorno em três graus, sendo que no grau 1 o paciente é mais funcional e precisa de pouco apoio e no grau 3 o paciente é mais dependente e precisa de um suporte substancial.

A partir do DSM V, a inclusão da síndrome de Asperger e de todas as variantes do autismo passa a ser classificada em apenas graus de severidade e não divisões, como ocorria nos manuais anteriores.

Então, todas essas variações são os chamados transtornos do espectro do autismo (TEA).

Por que o autismo é chamado de "espectro"?

No âmbito científico, um espectro é uma representação das amplitudes ou intensidades.

Usamos o termo espectro para definir a grande abrangência do autismo, pois este transtorno apresenta vários níveis de comprometimento: desde pessoas com doenças associadas (chamada de comorbidades), como deficiência intelectual; aquelas que têm uma vida comum e independente; e algumas que nem mesmo sabem que estão dentro do Espectro Autista.

Vale ressaltar que não existem dois autistas iguais no mundo!

Para um paciente receber o diagnóstico de autismo, ele necessariamente precisa estar dentro do espectro. Entretanto podemos dizer que o espectro é como se fosse um arco-íris em que existem várias gradações de acometimento.

 

Quais sinais podem indicar que a criança apresenta o Transtorno do Espectro Autista? Quando procurar ajuda profissional?

Já no primeiro ano de vida é possível detectar alguns sinais do TEA, por exemplo:

  • Pouco contato visual;
  • Ausência de balbucio ou gestos sociais;
  • Não responder pelo nome quando chamado;
  • Pouco interesse em compartilhar objetos;
  • Dificuldade em desviar o foco para as atividades que interessam à criança.

 

A partir do momento que se constata características do TEA, é hora de consultar um especialista para confirmar o diagnóstico.

No caso de crianças e adolescentes, as famílias devem buscar atendimento com um neurologista pediátrico (neuropediatra/neurologista infantil) e um psiquiatra infantil.

 

Como será o diagnóstico? A partir de qual idade ele pode ser feito?

Baseamos o diagnóstico do TEA nos critérios do DSM V. Ressaltamos que esse diagnóstico é exclusivamente clínico, conforme a descrição de sinais e sintomas e a história de vida do paciente.

Além disso, pode-se ter o auxílio de questionários protocolados, como a escala MCHAT.

É fundamental contar com profissionais capacitados neste processo, pois ele é delicado e demanda conhecimento.

Como é o tratamento do Transtorno do Espectro Autista? Como a terapia poderá auxiliar?

Geralmente, o tratamento do autismo é multidisciplinar e composto por acompanhamento com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e até mesmo fisioterapeutas.

O uso de medicamentos específicos pode ser necessário para tratar alguns sintomas do autismo, como por exemplo, a irritabilidade, insônia e desatenção.

Além disso, o papel da família é de extrema importância no acompanhamento das crianças diagnosticadas com TEA.

Isso porque, é muito importante generalizar as aprendizagens que trabalhamos no consultório para o ambiente natural da criança, como a casa e a escola.

Importante

Atualmente, sabemos que a terapia comportamental (ABA) é o melhor tratamento para autismo sendo, inclusive, indicada pela OMS.

Esta é uma abordagem que segue os princípios da Análise do Comportamento Aplicada e é muito valiosa para pessoas com desenvolvimento atípico e atraso no desenvolvimento, especialmente o autismo (TEA).

Então, caso você esteja em busca de uma profissional especializada no tratamento no TEA em crianças, agende uma consulta para conhecer mais a minha forma de atuação!

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